Painéis para o estádio Maracanã, 1956

Nos início anos 50 dois painéis figurativos foram executados na entrada do Museu do Futebol, no Estádio do Maracanã, no Rio. A partir dos desenhos originais existentes no acervo do artista e com a ajuda da SUDERJ – Secretaria Estadual dos Esportes esses painéis foram localizados escondidos por painéis da nova decoração do Estádio. Da mesma forma ficou constatado que um grande painel modular foi também construído no portão 18 e nas bilheterias do Estádio, que não sobreviveram à reformas posteriores.

Desenho Original

Projeto para o estádio do Maracanã, 1956
Guache sobre papel
18 x 52 cm

Painéis para o Instituto de Resseguros do Brasil, 1942

Primeiro projeto realizado por Paulo Werneck, em 1942. São deste período os estudos para a Igrejinha da Pampulha e provavelmente os primeiros desenhos para o Ministério da Fazenda. No terraço do IRB, por encomenda do escritório MM Roberto, o artista realizou cinco painéis abstratos e um híbrido, com algumas figuras. Um sétimo painel foi executado mais tarde, a pedido dos arquitetos, criando um ambiente integrado aos jardins de Burle Marx.

Instituto de Resseguros do Brasil Rio de Janeiro, 1944 Painéis em mosaico cerâmico Arquitetura MMM Roberto Jardins de Burle Marx Fotografia Marcel Gautherot/Instituto Moreira Salles

Painéis para o Ministério da Fazenda, 1943

No terraço do Ministério da Fazenda, no Rio, cinco painéis figurativos de Paulo Werneck mostram um dos aspectos de sua obra: a figuração e a temática indígena. A pesquisa revelou que os primeiros desenhos propostos pelo artista eram bastante “avançados” para a época. Recusados, foram então substituídos por índios e índias cercados por vegetação nativa, mais de acordo, segundo os responsáveis pela encomenda, com o estilo mais conservador do edifício.

Ministério da Fazenda
Rio de Janeiro, 1943
Painéis em mosaico cerâmico
Arquitetura Luiz de Moura
Fotografia Vicente de Melo

 

Painéis para Igreja da Pampulha, 1944

Recentemente restaurada, a Igrejinha São Francisco de Assis, na Pampulha, reúne uma das mais ricas combinações de arquitetura, pintura, escultura e pintura mural. Ali, o talento de Oscar Niemeyer, um jovem arquiteto de apenas 37 anos, uniu-se ao dos artistas Alfredo Ceschiatti, Cândido Portinari, Paulo Werneck e ao do paisagista Roberto Burle Marx. Durante seu restauro, em 20 06, arquitetos do IPHAN entraram em contato com o Projeto Paulo Werneck que, além de fornecer as pastilhas de cerâmica originais, confirmou a autoria dos painéis externos, até então atribuídos a Portinari.

Igreja da Pampulha Belo Horizonte, 1944
Painéis em mosaico cerâmico
Arquitetura Oscar Niemeyer
Fotografia Vicente de Melo

Desenho Original:

Projeto para Igreja da Pampulha 1944
Guache sobre papel
13 x 37,5 cm